Belém sedia evento indígena preparatório para a COP 30

Belém sedia evento indígena preparatório para a COP 30

Mais
de
400
representantes
de
diferentes
etnias
participam,
em
Belém
(PA),
da
I
Semana
dos
Povos
Indígenas.
Com
o
tema “Emergência
climática:
povos
indígenas
chamam
para
a
cura
da
Terra”,
o
evento
começou
nesta
quinta-feira
(18)
e
segue
até
domingo
(21),
em
vários
pontos
da
cidade.

Realizado
pela
Secretaria
Estadual
dos
Povos
Indígenas
(Sepi),
com
apoio
do
governo
federal,
reforça
o
papel
dos
povos
originários
na
preservação
ambiental
e
no
combate
às
mudanças
climáticas.
Além
de
debates
sobre
temas
como
sustentabilidade,
manejo
florestal,
agricultura
familiar
e
medicina
tradicional
indígena,
a
programação
inclui
apresentações
culturais,
oficinas,
prestação
de
serviços
e
uma
feira
de
artesanato.

O
evento
também
serve
de
preparação
para
a
30ª
Conferência
das
Partes
da
Convenção-Quadro
da
Organização
das
Nações
Unidas
(ONU)
sobre
Mudanças
Climáticas
(COP 30),

agendada
para
acontecer
na
capital

paraense
em
novembro
de
2025.
A
expectativa
é
que
a
conferência
atraia
cerca
de
50
mil
visitantes.

“A
ideia
é
que
o
povo
de
Belém
receba
os
povos
indígenas,
não
somente
esta
semana,
mas
que,
cada
vez
mais,
o
Pará
se
torne
território
indígena;
que
reconheça
essa
identidade
[indígena],
sua
ancestralidade.
E
que
a
gente
possa
caminhar
para
uma
COP
30
assim,
realizando
um
dos
maiores
eventos
ambientais
do
planeta”,
afirmou
a
secretária
estadual
Puyr
Tembé,
em
nota
divulgada
pela
Sepi.

Demografia

A
abertura
oficial
do
evento
acontece
na
noite
desta
sexta-feira
(19),
mas
os
debates

estão
acontecendo
desde
quinta-feira
(18),
quando
a
Fundação
Amazônia
de
Amparo
a
Estudos
e
Pesquisas
(Fapespa)
divulgou
uma
nota
técnica
sobre
o
tamanho
da
população
indígena
no
Pará
e
a
forma
como
ela
está
distribuída
pelo
estado.

“A
população
indígena
no
Pará
apresenta
uma
distribuição
heterogênea,
com
concentração
em
determinadas
regiões,
o
que
demanda
estratégias
específicas
para
cada
comunidade”,
apontam
os
responsáveis
pela
análise
elaborada
a
partir
dos
resultados
dos
dois
últimos
Censos
Demográficos
(2010
e
2022)
divulgados
pelo
Instituto
Brasileiro
de
Geografia
e
Estatística
(IBGE).

No
último
período,
no
Pará,
o
número
de
pessoas
que
se
declaram
indígenas
aumentou
58%,
passando
de
51.217
pessoas,
em
2010,
para
80.980,
em
2022.
Com
isso,
os
indígenas

são,
oficialmente,
1%
da
população
paraense.
A
“forte
expansão
demográfica”
registrada
no
estado
acompanhou
a
tendência
nacional.
No
país,
o
número
de
brasileiros
que

se
identificam
como
indígenas

cresceu
quase
seis
vezes
entre
1991,
quando
eram
pouco
mais
de
294
mil,
e
2022,
ano
em
que

eram
mais
de
1,694
milhão. 

Ainda
que
o
número
de
indígenas
paraenses
com
60
anos
ou
mais
tenha
aumentado
118%
entre
2010
e
2022,
a
população
indígena
estadual
é
majoritariamente
jovem:
praticamente
metade
(49,7%)
dela
tem
entre
15
e
49
anos
de
idade.
Os
dados
também
apontam
para
uma
paridade
entre
pessoas
do
gênero
feminino
(40.530)
e
do
masculino
(40.450).
A
situação,
contudo,
representa
uma
reversão
nos
padrões
demográficos,

que,
segundo
a
Fapespa,
em
2010,
os
homens
eram
maioria.

19/04/2024 - Preservação ambiental e mudanças climáticas nos territórios indígenas são tema de evento, em Belém. Foto Daniel Lima/ Ascom Semas

19/04/2024 - Preservação ambiental e mudanças climáticas nos territórios indígenas são tema de evento, em Belém. Foto Daniel Lima/ Ascom Semas


19/04/2024

Preservação
ambiental
e
mudanças
climáticas
nos
territórios
indígenas
são
tema
de
evento,
em
Belém.
Foto

Daniel
Lima/
Ascom
Semas

Preservação

Também
nesta
quinta-feira,
aconteceu,
dentro
da
programação
oficial
da
semana,
um
painel
sobre
preservação
ambiental
e
mudanças
climáticas
nas
terras
indígenas
do
Pará.
Participaram
do
debate
representantes
do
Ministério
dos
Povos
Indígenas,
Fundação
Nacional
dos
Povos
Indígenas
(Funai),
da
Associação
Angrokrere

Mebengokre,
das
secretarias
estaduais
de
Segurança
Pública
e
Defesa
Social,
Desenvolvimento
Agropecuário
e
da
Pesca,
de
Assistência
Social,
Trabalho,
Emprego
e
Renda,
além
do
Banco
do
Estado
do
Pará
(Banpará).

“Destacamos
o
Plano
Estadual
de
Recuperação
da
Vegetação
Nativa
e
seu
processo
de
construção,
com
a
participação
ativa
dos
povos
[originários]
e
comunidades
tradicionais”,
comentou,
em
nota,
o
secretário-adjunto
estadual
de
Recursos
Hídricos
e
Clima,
Raul
Protázio.

o
representante
do
Ministério
dos
Povos
Indígenas,
Bruno
Potiguara,
diretor
de
Gestão
Ambiental
Territorial
e
Promoção
do
Bem
Viver
Indígena,
destacou
a
visibilidade
que
eventos
como
a
I
Semana
dos
Povos
Indígenas
confere.
“É
muito
interessante
fazer
esse
trabalho
pensando
no
contexto
de
todo
o
estado,
pensando
na
proteção
territorial,
na
gestão
de
seus
territórios”.

Fonte: Agencia Brasil

JeanCarlos

× WhatsApp